quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dia Sem Carros - Posição do GEOTA


Posição do GEOTA
21 medidas para melhorar os transportes, a mobilidade e a economia para o século XXI
Taxar garagens e IVA máximo nas pontes
Lisboa, 21 de Setembro de 2012
Estamos na Semana europeia sem carros. Dia 22 de Setembro comemora-se o Dia Europeu Sem Carros que vai na 13ª edição. O GEOTA sempre tem aplaudido esta iniciativa, que embora simbólica, vai na direção certa: tornar as nossas cidades mais amigas das pessoas e da sua livre circulação com melhor ar para respirar, menos ruído e mais espaço para conviver.
A crise financeira atual facilita o desenvolvimento das tendências negativas e regressivas mas também pode dar força a oportunidades de melhoria e até de mudança de paradigma em relação à mobilidade nas áreas metropolitanas. Nos últimos 10 anos, os transportes coletivos perderam 200 milhões de viagens, sendo 50 milhões apenas nos últimos 6 meses, com grandes prejuízos para o país e o ambiente.
O GEOTA defende as seguintes 21 medidas para melhorar os transportes, a mobilidade e a economia para o século XXI:
Instrumentos económicos, tarifários e fiscais
1.    Repensar as directrizes do Plano Estratégico de Transportes 2011-2015, orientando mais os transportes públicos para as necessidades dos cidadãos e do Ambiente e não tanto para fatores económicos.
2.    Promover a integração da próxima versão do Plano Estratégico de Transportes com os instrumentos de Gestão Territorial e com os planos de desenvolvimento económico e social, garantindo que o PET seja realmente um dos instrumentos de desenvolvimento sustentável.
3.    O preço unitário das tarifas de transporte público deve diminuir. Pode acontecer por duas vias: pelo aumento de qualidade e eficiência; a parte restante do deficit nos transportes coletivos deve ser coberto por taxas sobre o transporte individual, internalizando-se assim os diversos impactes ambientais associados ao transporte individual. Porque, se se pretende uma mobilidade sustentável, então o transporte coletivo tem de ganhar quota e é necessário dar condições às empresas para ganharem passageiros.
4.     Aumentar o IMV e o ISP com critérios ambientais: sobre o automóvel recaem vários impostos, nomeadamente o Imposto sobre veículos e o IVA na aquisição. No uso existe o IMV, imposto municipal sobre veículos e o imposto sobre os combustíveis/carburantes queimados para accionar o veículo. Apesar do valor significativo destes impostos, eles não são suficientes para compensar os malefícios pelo uso do automóvel, utilizado como veículo de transporte individual nas cidades.
5.    Baixar os impostos para os equipamentos destinados a modos suaves de transporte, como as bicicletas. Não são um luxo, e para a maioria dos cidadãos, são uma necessidade.
6.    As portagens nas autoestradas devem ser geridas em função da limitação de trafego nas cidades, por uma questão de equidade na gestão de alternativas de mobilidade em regiões que de outro modo não as têm, devendo por isso avaliar-se caso a caso as ex-SCOUT e renegociar as PPP e contratos de concessão que estão na sua base de exploração. Isso implica que podem as suas portagens elevadas, reduzidas ou eliminadas conforme o caso e a necessidade para o desenvolvimento e a promoção da mobilidade sustentável. Na generalidade das autoestradas radiais às áreas metropolitanas deverá: (i) ser reforçada ou instituída a portagem para a entrada de veículos nas cidades; (ii) nas vias e autoestradas que têm 3 faixas de circulação em cada sentido, ser reservada uma faixa para a circulação de transportes coletivos, prioritários e veículos de TI acima de 5 lugares com ocupação de 75%; (iii) Na generalidade das vias de cintura deverá ser desonerada a portagem, quando existe, devido ao efeito de distribuição de tráfego e descongestionamento nos centros urbanos;
7.    IVA máximo nas portagens das pontes - não se pode continuar a manter o IVA reduzido (6%) nas portagens sobre as pontes rodoviárias sobre o Tejo em Lisboa. São dezenas de milhões de euros anuais de incentivo nefasto ao uso do transporte individual;
8.    Oferta de estacionamento particular taxada com um valor de, pelo menos, 100 €/ano, cobrado em sede de IMI. Aplicado sobre um milhão de espaços de estacionamento daria uma receita anual de 100 milhões de Euros, muito necessária para infraestruturas de transportes públicos. Isto, porque o espaço que o veículo individual ocupa ainda está muito aquém de ser devidamente ressarcido pela sua afetação, quer quando o veículo está em movimento, quer principalmente quando estacionado, que é a maioria do seu tempo de vida útil;
Medidas de gestão do espaço público e de planeamento dos transportes
9.    Ativar autoridades metropolitanas ou regionais de transportes: a escala metropolitana é a escala de gestão e planeamento adequada para os transportes. Este papel tem de ser desempenhado por essas autoridades, que devem ser dotadas de poderes e meios também adequados.
10.  Continuar o aumento progressivo das zonas de estacionamento tarifado e acesso exclusivo a moradores e transportes colectivos na cidade de Lisboa, bem como as respetivas tarifas, sem retirar espaço a passeios para fazer estacionamentos; associar ao reforço da fiscalização do estacionamento abusivo em locais de paragem de transportes colectivos e passagem exclusiva de transportes colectivos, de peões ou bicicletas;
11.  Continuar o investimento que tem sido feito em vias cicláveis nas principais cidades do país e mesmo nas suas periferias disponibilizando aos cidadãos condições físicas e materiais para um uso massivo desse meio de transporte em todas as vias urbanas, transportes colectivos, bem como locais seguros para o parqueamento de bicicletas.
12.  Melhorar a acessibilidade nos transportes coletivos e respetivas paragens.
13.  Evitar a aprovação e construção de grandes centralidades que apenas sejam acessíveis por transporte individual, promotoras da dispersão urbana e do movimento diário pendular, fatores que contribuem para um desenvolvimento territorial energívoro e anti-ecológico.
14.  Planear os transportes coletivos visando o ponto de vista do utilizador: passe ou bilhete único (qualquer que seja o operador), bilhética, intermodalidade, economia, segurança de horário e segurança física dos passageiros, facilitação de modos suaves de transporte.
15.  Normalizar a bilhética que ainda não está em pleno funcionamento na AML. Há mais de 500 títulos diferentes, conforme os operadores e os percursos e isso em nada ajuda os utilizadores, colocando os serviços de transporte em competição erosiva do mercado de utilizadores, promovendo o desvio para o transporte individual.
16.  Devem ser retomadas as obras de extensão do metropolitano de Lisboa, linha azul, à linha de Sintra (suspensas a pretexto da crise). Esta linha é essencial para melhorar a acessibilidade oeste a Lisboa e a sua interligação com a restante rede de transportes. É um investimento em 800 m de linha e 30 Milhões de euros, com efeitos significativos na redução do trafego rodoviário pendular na zona Oeste de Lisboa. Consideramos também que deve ser fechado o arco da linha vermelha até o Campo Grande, pelos mesmos motivos. As redes de metro ligeiro ainda devem ser densificadas em Lisboa, na margem Sul do Tejo e no Porto.
17.  A rede ferroviária convencional deve ser repensada, na lógica do primado ao transporte público elétrico e eficiente e do serviço público, em especial em regiões mal servidas de acessibilidades. Entre outros casos, refira-se o imperativo de salvar a linha do Tua (condenada a desaparecer pela má gestão e pela inútil barragem de Foz Tua).
18.  No projeto da ferrovia Poceirão-Caia, deve avançar-se a linha em bitola europeia mas mista (passageiros e carga), com eletrificação e sinalização standard europeia; é uma ligação estratégica para o País e com elevada comparticipação comunitária. Devem ser adicionadas ligações em bitola europeia (i) até ao terminal de passageiros do Pinhal Novo, permitindo a ligação Lisboa-Madrid por comboios rápidos e (ii) até ao porto de Sines para permitir a sua ligação à rede europeia. Por outro lado, deve evidentemente ser abandonada a linha de bitola ibérica até Caia, que não faz qualquer espécie de sentido.
19.  Planear plataformas intermodais com máxima integração de modos de transporte, de serviços, de estacionamento dissuasor, em centralidade periféricas e com medidas de gestão e tarifárias que atenuem o incómodo da mudança de modo de transporte para os utentes.
20.  Todos os projetos de autoestradas cuja construção ainda não se iniciou devem ser cancelados, pendendo uma revisão profunda. Todos os projectos de auto-estradas em obra (novas ou ampliações) devem ser suspensos, urgentemente reavaliados, e ser concluídos apenas se uma análise rigorosa custo-benefício demonstrar a sua absoluta necessidade. Apenas devem prosseguir regularmente obras de manutenção e reparação.
21.  Melhorar a informação aos utilizadores sobre as alterações de carreiras que nem sempre são feitas com a necessária exposição e publicidade, prejudicando o seu uso e o nível de satisfação dos utentes, melhorar segurança de horário nalguns operadores e carreiras nos períodos fora das horas de ponta, reforçar a presença e a visibilidade das forças policiais e dos serviços de vigilância nas estações, apeadeiros, paragens e no interior dos transportes coletivos para melhorar segurança física dos passageiros. 

domingo, 16 de setembro de 2012

Declaração final do Acampamento Terra Livre na Cúpula dos Povos


Declaração final do Acampamento Terra Livre na Cúpula dos Povos

Carta do Rio de Janeiro
Declaração Final do IX Acampamento Terra Livre – Bom viver/Vida plena
Rio de Janeiro, Brasil, 15 a 22 de junho de 2012
Nós, mais de 1.800 lideranças, representantes de povos e organizações indígenas presentes, APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (COIAB, APOINME, ARPINSUL, ARPINSUDESTE, povos indígenas do Mato Grosso do Sul e ATY GUASU), COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, CICA – Conselho Indígena da América Central, e CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani e representantes de outras partes do mundo, nos reunimos no IX Acampamento Terra Livre, por ocasião da Cúpula dos Povos, encontro paralelo de organizações e movimentos sociais, face à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Depois de intensos debates e discussões realizados no período de 15 a 22 de Junho sobre os distintos problemas que nos afetam, como expressão da violação dos direitos fundamentais e coletivos de nossos povos, vimos em uma só voz expressar perante os governos, corporações e a sociedade como um todo o nosso grito de indignação e repúdio frente às graves crises que se abatem sobre todo o planeta e a humanidade (crises financeira, ambiental, energética, alimentar e social), em decorrência do modelo neo-desenvolvimentista e depredador que aprofunda o processo de mercantilização e financeirização da vida e da Mãe Natureza.
É graças à nossa capacidade de resistência que mantemos vivos os nossos povos e o nosso rico, milenar e complexo sistema de conhecimento e experiência de vida que garante a existência, na atualidade, da tão propagada biodiversidade brasileira, o que justifica ser o Brasil o anfitrião de duas grandes conferências mundiais sobre meio ambiente. Portanto, o Acampamento Terra Livre é de fundamental importância na Cúpula dos Povos, o espaço que nos possibilita refletir, partilhar e construir alianças com outros povos, organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo, que assim como nós, acreditam em outras formas de viver que não a imposta pelo modelo desenvolvimentista capitalista e neoliberal.
Defendemos formas de vidas plurais e autônomas, inspiradas pelo modelo do Bom Viver/Vida Plena, onde a Mãe Terra é respeitada e cuidada, onde os seres humanos representam apenas mais uma espécie entre todas as demais que compõem a pluridiversidade do planeta. Nesse modelo, não há espaço para o chamado capitalismo verde, nem para suas novas formas de apropriação de nossa biodiversidade e de nossos conhecimentos tradicionais associados.
Considerando a relevante importância da Cúpula dos Povos, elaboramos esta declaração, fazendo constar nela os principais problemas que hoje nos afetam, mas principalmente indicando formas de superação que apontam para o estabelecimento de novas relações entre os Estados e os povos indígenas, tendo em vista a construção de um novo projeto de sociedade.
RepúdiosEm acordo com as discussões na Cúpula dos Povos, repudiamos as causas estruturais e as falsas soluções para as crises que se abatem sobre nosso planeta, inclusive:
  • Repudiamos a impunidade e a violência, a prisão e o assassinato de lideranças indígenas (no Brasil, caso Kayowá-guarani, Argentina, Bolívia, Guatemala e Paraguai, entre outros).
  • Repudiamos os grandes empreendimentos em territórios indígenas, como as barragens – Belo Monte, Jirau e outras; transposição do Rio S. Francisco; usinas nucleares; Canal do Sertão; portos; ferrovias nacionais e transnacionais, produtoras de biocombustíveis, a estrada no território TIPNIS na Bolívia, e empreendimentos mineradores por toda a América Latina).
  • Repudiamos a ação de instituições financeiras como o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que financia grandes empreendimentos com dinheiro público, mas não respeita o direito à consulta as populações afetadas, incluindo 400 regiões no Brasil, e em todos os países em que atuam, inclusive na América Latina e África.
  • Repudiamos os contratos de REDD e créditos de carbono, falsas soluções que não resolvem os problemas ambientais e procuram mercantilizar a natureza e ignoram os conhecimentos tradicionais e a sabedoria milenar de nossos povos.
  • Repudiamos a diminuição dos territórios indígenas.
  • Repudiamos todas as iniciativas legislativas que visem submeter os direitos indígenas ao grande capital, através da flexibilização ou descaracterização da legislação indigenista e ambiental em vários países, como a PEC 215 e o Código Florestal no congresso brasileiro e as alterações propostas no Equador.
  • Repudiamos a repressão sofrida pelos parentes bolivianos da IX Marcha pela “Defesa da Vida e Dignidade, Territórios Indígenas, Recursos Naturais, Biodiversidade, Meio Ambiente, e Áreas Protegidas, pelo Cumprimento da CPE (Constituição Política do Estado) e o respeito a Democracia”. Manifestamos nossa solidariedade aos parentes assassinados e presos nesta ação repressiva do estado boliviano.
  • Repudiamos a atuação de Marco Terena que se apresenta como líder indígena do Brasil e representante dos nossos povos em espaços internacionais, visto que ele não é reconhecido como legítimo representante do povo Terena, como clamado pelas lideranças deste povo presentes no IX Acampamento Terra Livre.
Propostas 
  • Clamamos pela proteção dos direitos territoriais indígenas. No Brasil, mais de 60% das terras indígenas não foram demarcadas e homologadas. Reivindicamos o reconhecimento e demarcação imediatos das terras indígenas, inclusive com políticas de fortalecimento das áreas demarcadas, incluindo desintrusão dos fazendeiros e outros invasores dos territórios.
  • Reivindicamos o fim da impunidade dos assassinos e perseguidores das lideranças indígenas. Lideranças indígenas, mulheres e homens, são assassinados, e os criminosos estão soltos e não são tomadas providências. Reivindicamos que sejam julgados e punidos os mandantes e executores de crimes (assassinatos, esbulho, estupros, torturas) cometidos contra os nossos povos e comunidades.
  • Reivindicamos o fim da repressão e criminalização das lideranças indígenas, como dos parentes que se manifestam contra a construção de Belo Monte. Que as lutas dos nossos povos pelos seus direitos territoriais não sejam criminalizadas por agentes do poder público que deveriam exercer a função de proteger e zelar pelos direitos indígenas.
  • Exigimos a garantia do direito à consulta e consentimento livre, prévio e informado, de cada povo indígena, em respeito à Convenção 169 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, de acordo com a especificidade de cada povo, seguindo rigorosamente os princípios da boa-fé e do caráter vinculante desta convenção. Precisamos que seja respeitado e fortalecido o tecido institucional de cada um de nossos povos, para dispor de mecanismos próprios de deliberação e representação capazes de participar do processo de consultas com a frente estatal.
  • Clamamos pela ampliação dos territórios indígenas.
  • Clamamos pelo monitoramento transparente e independente das bacias hidrográficas.
  • Clamamos pelo reconhecimento e fortalecimento do papel dos indígenas na proteção dos biomas.
  • Pedimos prioridade para demarcação das terras dos povos sem assistência e acampados em situações precárias, como margens de rio, beira de estradas e áreas sem infraestrutura sanitária. Apenas no Brasil, existem centenas de acampamentos indígenas nesta situação. 40% da população destes acampamentos são crianças.
  • Clamamos pela melhora das condições de saúde aos povos indígenas, como por exemplo, no Brasil, pelo aumento do orçamento da SESAI – Secretaria Especial de Saúde Indígena, a implementação da autonomia financeira, administrativa e política dos DSEIs – Distritos Sanitários Especiais Indígenas, e a garantia dos direitos dos indígenas com deficiência.
  • Queremos uma Educação Escolar Indígena que respeite a diversidade de cada povo e cultura, com tratamento específico e diferenciado a cada língua, costumes e tradições.
  • Exigimos que se tornem efetivas as políticas dos estados para garantia da educação escolar indígena, tal como os territórios etnoeducacionais no Brasil.
  • Queremos uma educação escolar indígena com componentes de educação ambiental, que promova a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade de nossos territórios.
  • Exigimos condições para o desenvolvimento a partir das tradições e formas milenares de produção dos nossos povos.
Finalmente, não são as falsas soluções propostas pelos governos e pela chamada economia verde que irão saldar as dívidas dos Estados para com os nossos povos.
Reiteramos nosso compromisso pela unidade dos povos indígenas como demonstrado em nossa aliança desde nossas comunidades, povos, organizações, o conclave indígena e outros.
A SALVAÇÃO DO PLANETA ESTÁ NA SABEDORIA ANCESTRAL DOS POVOS INDÍGENAS
Rio de Janeiro, 20 de junho de 2012
APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica
CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas
CICA – Conselho Indígena da América Central
CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As esplanadas do Terreiro do Paço

Este fim de semana fui passear com a família ao Terreiro do Paço. Estava com curiosidade de ir conhecer as novas esplanadas.

Fiquei contente. Finalmente a praça começa a parecer uma praça daquelas que já tive o prazer de ver em algumas cidades europeias, em que o espaço é vivido pelas pessoas. Aconselho o passeio. Por mim, vou repetir! Cabe lá muito mais gente, apareça também e viva a cidade.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Semana da Mobilidade no Oeste de 16 a 22 de Setembro de 2012




Decorre junto da OesteCIM, nas Caldas da Rainha, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, entre os dias 17 e 22 de Setembro a Semana da Mobilidade no Oeste – “Sustentabilidade em Movimento no Oeste 2012”
Decorre junto ao Edifício-sede da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM), nas Caldas da Rainha, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, entre os dias 17 e 22 de Setembro a Semana da Mobilidade no Oeste – “Sustentabilidade em Movimento no Oeste 2012”, uma iniciativa de cooperação entre a Comunidade Intermunicipal do Oeste, a Agência de Energia OesteSustentável e a Associação Marcar o Ritmo.

O evento conta com várias atividades na Região Oeste, destacando-se um Seminário sobre a temática da mobilidade sustentável, a decorrer no Edifício da OesteCIM no dia 17 de Setembro pelas 14h00.


Também, no parque de estacionamento junto ao Edifício da OesteCIM (por detrás dos Bombeiros), existirá uma exposição de veículos elétricos comercializados em Portugal, com a possibilidade de experimentação de condução de alguns, a demonstração de centrais de carregamento eléctrico e a disponibilização de bicicletas para um percurso nas Caldas da Rainha sob o lema “Ande de bicicleta, melhore a sua saúde”.


Por outro lado, decorrerá ainda a campanha Eco-trocas “Recicle por um bilhete de transporte” que permitirá a troca de embalagens (garrafas e garrafões de plástico de água, de detergentes, gel de banho, champô, por exemplo; as latas e pacotes de bebida estão excluídas) para reciclagem por bilhetes de transportes públicos.


Qualquer destas iniciativas, estará aberta ao público.
Cartaz || Programa do Seminário
Formulário de Inscrição no Seminário (inscrições abertas até ao dia 14 de setembro)

domingo, 9 de setembro de 2012

Manifesto pelo Tua

Manifesto pelo Tua (clicar em cima do título para ver mais)



Está iminente a destruição do Vale do Tua, um dos últimos rios da Europa em estado natural e um dos mais belos de Portugal. Os signatários defendem a paragem imediata das obras em Foz Tua, antes que sejam cometidos danos irreparáveis sobre um património de inestimável valor social, ecológico e económico, parte da nossa herança cultural e identidade nacional.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Garantias de Potência - Nota de Imprensa


NOTA DE IMPRENSA
21 Agosto 2012
Governo agrava inutilmente custos da electricidade para os cidadãos em 30 milhões de euros por ano, em exclusivo benefício das empresas eléctricas.

Ler o artigo completo aqui.


domingo, 19 de agosto de 2012

ECOPONTO ANÓMALO



‎"Vidrão" no final da R. Buenos Aires em Lisboa, em Julho de 2012. Após anos e anos de investimento na identificação dos ecopontos e na criação de marca, as autoridades da capital aparecem com esta originalidade que prejudica os esforços de comunicação que têm sido investidos. Afinal, o vidro já não é no ecoponto verde? É preciso chamar o Gervásio de novo para ensinar como deve ser?