quarta-feira, 14 de março de 2012

O Consumo e a Sociedade do desperdício

O Consumo e a Sociedade do desperdício

Vivemos uma grave crise económica e de valores motivada por um consumismo sem sentido que tem efeitos sociais e ambientais desastrosos e que lentamente nos conduz ao abismo. A única justificação para este consumismo excessivo é o crescimento da economia porque não contribui para o acréscimo do nosso bem-estar nem da nossa felicidade.

Precisamos adequar os nossos hábitos e consumir para satisfazer as necessidades essenciais ao nosso bem-estar, e não viver atolados num excesso de produtos que não trazem felicidade e representam um desperdício absoluto de recursos sem sentido.
Vivemos o quotidiano encurralados entre as exigências do mercado de trabalho e os ditames da publicidade e do mercado de consumo, o que nos obriga a um gasto contínuo excessivo para manter a aparência da modernidade, da juventude e da novidade. Nesta insatisfeição permanente, buscamos incessantemente objectos não essenciais, ficando com uma pequena margem de manobra para a felicidade, identidade e realização pessoal.
Temos a obrigação de ser consumidores conscientes e atentos a todas as implicações sociais, económicas e ambientais de cada gesto de consumo, nomeadamente à decadência actual de todos os ciclos de vida provocada pelo excesso de consumo.

Temos de exigir
empresas responsáveis e campanhas éticas que respeitem os consumidores através da transparência, sustentabilidade, rigor e sentido cívico dos bens que promovem. Essa consciência ética deve ultrapassar os aspectos ligados à gestão ambiental das empresas e abranger o desenvolvimento sustentável e a solidariedade intergeracional.

O consumo excessivo está a ameaçar o planeta e a humanidade e não é socialmente justo porque é mal distruibuído. É urgente pensar um novo modelo de desenvolvimento. Temos de ponderar as nossas responsabilidades com as futuras gerações e repensar o nosso papel no mundo e na sociedade e aprender a viver melhor com menos. A mudança começa por nós e por pequenos gestos de redução do consumo diário, redução da produção de resíduos, e de repensar o nosso papel na sociedade: Somos na verdade cidadãos ou meros Consumidores?



Esta a nossa comunicação em celebração do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, 15 de Março.
GEOTA, Lisboa, 14 de Fevereiro de 2012 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Direito e Dever dos Associados: pagamento das quotas

O GEOTA iniciou já a cobrança de quotas de 2012 a todos os associados, junto com a convocatória da Assembleia Geral, do próximo dia 24 de Março. Se faz parte dos nossos associados, esta mensagem é para si.

O pagamento actualizado da quota anual é um gesto simbólico e mínimo de solidariedade associativa, um dever de todos os associados e uma forma simples e directa de apoiar e ajudar o trabalho do GEOTA. Um gesto de boa vontade, altruísta e sem contrapartidas imediatas, mas com a certeza que esta sua associação vai usar muito bem o seu dinheiro, para a protecção do seu futuro, do futuro dos que ama, na defesa intransigente do ambiente, do desenvolvimento sustentável e do nosso futuro comum.

O GEOTA conquistou, há muito, o estatuto de utilidade pública, precisamente pela defesa desses valores.

Mesmo que não consiga ajudar em mais nada, no trabalho voluntário ou a participar nas nossas actividades e a comprar as publicações que elaborámos para si, a sua ajuda através do pagamento da quota anual ou de um donativo faz toda a diferença. Para nós, mesmo os contributos pequenos têm imenso valor.

O pagamento das quotas são também o seu direito, pois apenas os associados podem contribuir dessa forma. Ajude-nos a ajudar.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Campo de golfe Costaterra (Southlink), Melides, no Bioesfera

Tal como referimos em anterior post, a Quercus e o GEOTA participaram na consulta pública de um novo campo de golfe na zona de Melides, tendo dado um parecer desfavorável.
No passado dia 8 de Março participámos, conjuntamente com a Quercus, num programa da Bioesfera. O excerto pode ser visto aqui.

Assembleia Geral


ASSEMBLEIA GERAL
CONVOCATÓRIA

Nos termos estatutários e regulamentares, convocam-se todos os associados do GEOTA para a Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no próximo dia 24 de março de 2012, às 14h30, no auditório do edifício sede do Corpo Nacional de Escutas, Rua D Luís I, nº 34, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:
Informações;
1.    Relatório de Atividades e Contas 2011
2.    Substituição na Comissão Executiva
3.    Plano estratégico plurianual e estratégia de fundraising
4.    Plano de Atividades e Orçamento 2012
5.    Aprovação de protocolos
6.    Adesão a agências de energia
7.    Aprovação de associados efetivos
8.    Aprovação de novo logótipo para o GEOTA
No caso de não estarem presentes em primeira convocatória o número suficiente de associados com direito a voto, nos termos regulamentares, a Assembleia reunirá em segunda convocatória, 30 minutos depois da hora marcada, no mesmo local, com qualquer número de associados presentes.
Com os melhores cumprimentos e saudações ambientalistas.

Lisboa, 5 de Março de 2012
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral


Maria da Conceição da Costa Martins
Nota: Só têm direito de voto os associados com quotas em dia

quinta-feira, 8 de março de 2012

Freeport: posições do GEOTA

O GEOTA tomou, há vários anos, posição bastante clara relativamente ao empreendimento Freeport, a qual foi reportada em vários órgãos de comunicação social:


07.02.2009 Freeport: Jonaz de Melo diz que falta esclarecer
motivos para aprovação do governo -
     Público - última hora
07.02.2009  Freeport: Jonaz de Melo diz que falta
esclarecer motivos para aprovação do governo
    Jornal de Notícias
07.02.2009  Falta esclarecer aqs razões que motivaram
a aprovação do Freeport pelo governo
    Dnoticias.pt
08.02.2009 SIS nega que ande a vigiar
 magistrados do "Freeport"
   Dnoticias.pt
09.02.2009 Freeport: Jonaz de Melo diz que falta
 esclarecer motivos para aprovação do governo
Correio do Montjo

domingo, 4 de março de 2012

Uma experiência de participação

Conheço bem a região de Melides, onde passo férias há alguns anos. Por mero acaso, descobri que o Plano de Urbanização de Melides estava em consulta pública. Apesar de estar mesmo a terminar o prazo, e como tinha umas ideias (ainda que soltas e simples), resolvi participar. É melhor que nada!
A participação foi feita via internet (com o envio de um email se a memória não me falha). Tudo rápido e eficiente.
Há uns dias tinha na minha caixa do correio um postalito de carta registada....depois de tentar perceber a letra do carteiro, e com a ajuda de mais uma ou duas pessoas, lá concluímos que vinha do "Município de Grândola". O que me quereria a Câmara Municipal de Grândola?
Bom, lá tive que me dispor a vir um dia mais cedo para casa e gastar uns 40 minutos a ir ao correio para ir buscar a carta. A carta era a resposta, nos termos da lei, às minhas sugestões. Em síntese, não aceitaram nada ou não era esta a altura certa para o dizer...tudo bem, eu fiz a minha parte.
Porque não me enviaram a resposta por email? Eu sou teimoso, mas se calhar da próxima vez penso duas vezes antes de participar.
Não pude deixar de reparar que a carta (assinada pelo vereador) nem agradecia  a minha participação. Pode ser verdade que é uma obrigação cívica, mas são tão poucos a fazê-lo que não custava nada agradecer e explicar como é importante que o cidadão se manifeste.
Já quanto ao texto da carta...complexo, cheio de referências legais e palavras difíceis (uma até tive de ir ao dicionário). Cá para mim, deviam gastar 15 minutos e ver este TED sobre o direito a compreender.
Já enviei um email ao vereador a apresentar estas sugestões.

Adenda a 5 de Março:
Como referi, enviei um email ao vereador, utilizando o endereço directo que encontrei na página da Câmara de Grândola. Enviei o email ontem à noite e hoje pelas 9h10 da manhã já tinha resposta do vereador. Agradeceu e informou-me que no essencial concorda com as propostas que irão ser ponderadas no sentido de aproximar o cidadão da Administração.
Muito bem! Parabéns ao vereador pela rápida resposta. Concordasse ou não comigo, era importante responder. Concordando, fico ainda mais contente. Fiquei a pensar que provavelmente os técnicos da Câmara precisam de formação na área da cidadania e, em particular, nas vantagens da intervenção cívica e do processo de participação pública.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

GEOTA's Facebook


O GEOTA tem várias páginas temáticas do Facebook ao V/ dispor, para as quais agradecemos ajuda na sua divulgação, recomendação, gosto, ou a postar notícias. Em geral têm sempre um blogue associado. São elas: GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, página institucional no Facebook; O Meu Eco-Sistema, projecto dedicada à cidadania e promoção de boas práticas na salvaguarda da qualidade ambiental do espaço público;Coastwatch, projecto dedicado à monitorização ambiental da faixa costeira e a educação ambiental para a sustentabilidade; Biodivercidade - GEOTA, para a promoção de conceitos ligados à valorização da biodiversidade na cidade; GEOTALUPA, uma página dedicada a divulgar informação genérica sobre a actividade do GEOTA e as suas posições, para além de informação geral sobre o ambiente; Rios Livres - sem mais barragens, dedicada à campanha contra o plano nacional de barragens; Passa Palavra, dedicada à educação ambiental dos mais novos, derivada do projecto com o mesmo nome; TTTpraQ, uma página destinada a promover o debate relativo à terceira travessia sobre o Tejo; CEEPT sobre o Centro Ecológico Educativo do Paul de Tornada Prof. João Evangelista, uma unidade de apoio e interpretação à Reserva Natural Local do Paul de Tornada, perto de Caldas da Rainha. Estão ao vosso dispor, convidamos a usarem.