quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DIA SEM CARROS - Ou com adequados transportes colectivos?


Financiamento dos transportes colectivos nas áreas metropolitanas

Façam-se as contas com transparência. O transporte individual deve ajudar a financiar o transporte colectivo!

Consulte aqui a opinião do GEOTA a propósito do Dia Sem Carros (22 Setembro de 2011).

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

GEOTA faz 30 anos de actividade

O GEOTA faz este ano (2011) 30 anos de actividade enquanto grupo de reflexão e intervenção para o ambiente e o desenvolvimento sustentável.

Para isso, lançou uma nova imagem gráfica para o seu logótipo, apenas a usar este ano e em vários formatos, conforme o contexto em que se inserem.





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ser associado do GEOTA, porquê?


  1. Porque queremos conquistar a coisa mais importante que existe: legar aos nossos netos (ainda que por nascer) um mundo de que se possam orgulhar. É este o nosso entendimento de desenvolvimento sustentável.
  2. Porque, como diz o ditado, a união faz a força: a nossa influência é proporcional ao número dos nossos associados, e Portugal bem precisa da nossa influência e da nossa força.
  3. Porque recebe informação regular, seja sobre as posições do GEOTA seja sobre publicações, cursos de formação, passeios e outras actividades lúdicas e didácticas desenvolvidas pelo GEOTA.
  4. Porque  damos valor às suas ideias, preocupações e conhecimentos, que são essenciais para que as nossas posições sejam realistas e bem fundamentadas. Uma associação vive com os seus associados.
  5. Porque cada associado tem um papel essencial na divulgação das posições do GEOTA: um associado convicto é muito mais eficaz que um anúncio televisivo.
  6. Porque a sua simples quota ajuda a manter a infra-estrutura do GEOTA: secretariado, comunicações, água, luz; e projectos de intervenção politicamente incorrectos e como tal não financiáveis por empresas ou instituições públicas...
  7. Porque o GEOTA é independente do poder económico e político-partidário: criamos pensamento político fora dos partidos, sabemos relacionar-nos com empresas e instituições sem confundir interesse público e privado; e somos transparentes em todo o nosso relacionamento com essas entidades.
  8. Porque através do GEOTA tem a oportunidade de participar em acções que pretendem mesmo mudar o estado das coisas: pode ser voluntário em projectos de educação ou intervenção, já existentes ou propostos por si.
  9. Se optar por servir como voluntário, irá integrar uma equipa empenhada e bem disposta, obter e trocar conhecimentos invulgares, observar e intervir na formulação de políticas nacionais e internacionais de ambiente e desenvolvimento; em suma, ser um cidadão de corpo inteiro.
  10. Ser voluntário é uma experiência de vida ímpar, dando de nós à sociedade onde vivemos. Há tanta coisa para melhorar em Portugal e no mundo! Individualmente é impossível, mas colectivamente podemos fazer muito. É um caminho difícil, mas são esses os caminhos que valem a pena.
Por tudo isso, preencha e envie-nos a sua ficha de associado/a (http://www.geota.pt/scid/geotaWebPage/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=736&articleID=1872e ajude-nos a conseguir passar a mensagem aos seus amigos e familiares. A sua opinião é importante para nós. Conte-nos a sua história. Porque se decidiu tornar associado/a?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A extinção da Parque EXPO

Primeiro que tudo, uma declaração de interesses. Moro no Parque das Nações e gosto muito de lá morar. Cresci nos Olivais, ou seja, o "lado oriental” é o “meu lado” da cidade.

Não gostei do modo como vi o Governo, através da Ministra do Ambiente, anunciar a extinção da Parque EXPO. Procurei um texto oficial do Governo, para fugir ao “filtro” das notícias, mas não encontrei. Ao ouvir as notícias pairavam no ar duas ideias:
- A Parque EXPO seria uma empresa que já não era necessária;
- A Parque EXPO tinha uma dívida muito grande.

Não me parece justo tratar assim uma instituição que efectuou uma das maiores reconversões urbanas em Portugal e que foi responsável pela organização de uma Exposição Mundial de sucesso, em minha opinião. Mesmo em termos de gestão urbana do actual Parque das Nações, uma coisa posso garantir, a gestão urbana é eficaz, em especial quando comparada com o que nos habituam as câmaras municipais. Se é eficiente… já não sei, uma vez que não conheço os custos associados e se são maiores ou menores do que os de outras entidades para serviços prestados equivalentes.

Quanto ao valor da dívida - parece-me demagogia não considerar o valor do activo. Por outro lado, se é verdade que a EXPO98 custou muito dinheiro aos contribuintes portugueses, também é verdade que há muitas mais valias para a cidade e para o país que devem ser consideradas.

Não estou contra a extinção da Parque EXPO pelos seguintes motivos:
- A gestão urbana do Parque das Nações tem de ser resolvida e adoptado o modelo que se se segue no resto do país;
- Há muitas empresas a prestar os serviços que a Parque EXPO hoje desenvolve, já não sendo necessário ser o Estado a assegurar essa função, como ocorreu para a concretização da EXPO98.

Se fosse ministro gostava de conseguir anunciar a extinção de outro modo, lembrando o importante papel que a Parque EXPO teve, em especial na criação do Parque das Nações. Hoje o Parque das Nações é um território com uma qualidade urbana muito superior à que é habitual em Portugal. E, contrariamente, ao que por vezes se ouve, é um território aberto a todos. Basta ver, e ainda bem, a quantidade e variedade de pessoas (não moradores) que utiliza o espaço para momentos de lazer.

Para que muitas das mais valias que o Parque das Nações representa não se perca, importa resolver bem a questão da gestão urbana, nomeadamente a passagem para as câmaras municipais. Um município ou dois municípios? O Parque das Nações tem uma identidade própria, pelo que me parece importante que esta coerência seja mantida. Tenho lido alguns textos que aparentam algum elitismo e tentam “afastar” a câmara de Loures. Não gosto desses textos. Nada tenho contra, antes pelo contrário, relativamente a Loures. O importante, reforço, é manter a coerência do Parque das Nações. Que tal fazer-se uma discussão pública sobre este tema? Que tal dinamizarem-se sessões de discussão sobre o assunto? Como morador, estou pronto a participar e a ajudar na organização.

Pedro Costa*

*Este texto representa somente a opinião do seu signatário

domingo, 14 de agosto de 2011

O aumento do transporte público – comecemos pelas fundações não pelos acabamentos!

Uma das medidas tomadas pelo recente Governo para “recuperar” as contas públicas foi o aumento dos preços do transporte público, com maior incidência nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Todos sabemos que os operadores de transporte têm, na sua grande maioria, vindo a acumular défices, ou seja, os custos são superiores aos proveitos. Claro que esta não é uma situação desejável, nem aceitável. Mas será que subir o preço dos bilhetes é a solução?

A teoria do “utilizador-pagador” é, em teoria, incontestável. Conduz à eficiência económica e à correcta utilização dos recursos, ou seja, com vantagens ambientais à vista. Só que isto só é verdade se o princípio for aplicado “a sério”, ou seja, se forem considerados todos os custos em todas as alternativas ou modos de transporte. Vejamos um exemplo – será que quem utiliza o carro para vir das urbanizações ao longo do IC19 para Lisboa paga as estradas que utiliza, nomeadamente o IC19? Será que paga as ruas que utiliza dentro de Lisboa? Será que paga as externalidades que provoca (ex. ruído, tempo perdido, emissões atmosféricas, etc.)? A mim parece-me que não! Por isso, justificar o recente aumento do preço dos transportes públicos evocando o princípio do “utilizador-pagador” é, em minha opinião, uma visão demasiado simples da questão.

Estou convencido que a principal solução para a melhoria das condições de mobilidades nas áreas metropolitanas (e Lisboa é a que conheço melhor) passa pela transferência modal do transporte individual para o transporte colectivo. O investimento público, as opções políticas e as opções de gestão das empresas transportadoras devem ir, em minha opinião, neste sentido. Fazer as contas é difícil, se não impossível, mas acredito ser esta uma opção adequada em termos económicos e em termos ambientais. Lembro-me de algumas contas feitas no âmbito do Programa Nacional para as Alterações Climáticas que mostravam ser opções políticas com um bom rácio custo-benefício. Também é o que vejo acontecer noutras cidades europeias.

Será que a aposta no transporte colectivo, que defendo, passa por permitir que o buraco económico e financeiro de empresas como a Carris e CP se mantenha? Penso que não! É preciso “dar a volta à coisa”, é preciso uma mudança muito maior do que meramente subir o preço dos títulos de transporte!

Há imensos especialistas em transportes e imensas ideias. Em muitas das ideias até me parece que há consenso. Parece-me é que tem faltado coragem política para tomar opções, opções que muitas vezes incomodam o automobilista, que por acaso é o cidadão que vota. Mas, se estamos numa época “especial”, em que o cidadão até percebe que é preciso reformar e sofrer na pele (que remédio!), então que se tomem opções corajosas nos transportes, e refiro-me à situação que melhor conheço, as áreas metropolitanas.

Aqui ficam algumas ideias:
- É preciso quem tenha uma visão correcta do problema, a visão metropolitana. Não é possível continuar a pensar no problema à escala municipal (por ex. na questão da gestão dos estacionamentos) ou à escala empresarial (Carris, CP, Transtejo, etc.). Este papel tem de ser desempenhado pela autoridade metropolitana de transportes e que a tal Autoridade tenha, de facto, autoridade.

- É preciso perceber onde queremos chegar com transporte colectivo, quem queremos servir. Depois, planear a rede para isso, escolhendo os meios que servem cada zona. Nalgumas zonas optar-se-á pela intermodalidade, noutras pela multimodalidade. É preciso coerência que leve à eficiência.

- As empresas (sejam públicas ou privadas) devem ser geridas de modo eficiente. Devem ter assegurada uma rentabilidade adequada, justa para o serviço que desempenham. É possível efectuar estudos comparativos entre empresas, incluindo empresas noutros países que conduzam ao estabelecimento de metas de eficiência para as empresas. Se queremos que o transporte colectivo ganhe quota, podem ser estabelecidos incentivos às empresas que ganhem passageiros.

- Muito provavelmente existirão linhas ou zonas economicamente rentáveis e outras em que a operação é deficitária. É necessário “fazer as contas”, torná-las transparentes e divulgá-las, e compensar a empresa que, actuando de modo eficiente, não tem a rentabilidade adequada. Esta opção pode implicar transferência de verbas entre operadores.

- Se se concluir (e é provável que assim seja) que no conjunto da área metropolitana os proveitos não pagam os custos (onde se inclui a remuneração do capital), então alguém tem de pagar o défice. Quem deve ser? Penso que uma boa opção é penalizar o transporte individual, favorecendo assim a opção política de apostar no transporte colectivo. Alguns dos pagamentos feitos pelos automobilistas (portagens, estacionamentos, impostos sobre os combustíveis, etc.) devem ser utilizados para financiar o transporte colectivo.

Porque defendo que os automobilistas paguem parte desta factura? Este pagamento funcionará como uma compensação pelas externalidades do uso do transporte individual, designadamente as devidas às emissões de gases que degradam a qualidade do ar ou que contribuem para problemas como as alterações climáticas ou a acidificação. Por outro lado, onerar o transporte individual para evitar o aumento do custo da utilização do transporte colectivo servirá como incentivo à transferência de passageiros dos modos individuais para os colectivos.

E então o preço dos títulos de transporte? Primeiro, há que repensar se os títulos existentes são os adequados (como é possível que o Lisboa Viva não permita carregar, em simultâneo, bilhetes da CP e do Metro? Estamos no séc. XXI!). Depois de estabelecidos os títulos adequados, estão vamos a preços. Acredito que seja adequado subir os preços de alguns títulos, mas primeiro queria ver as outras contas e as opções políticas certas, corajosas! Desculpem-me os termos, mas tenho muitas dúvidas sobre o “passe para pobres”. Em teoria, tudo certo, mas desconfio que ajudará a reforçar a ideia, errada, que o transporte colectivo é para quem não tem dinheiro para andar de carro. E como se vai controlar o desconto para quem tem menos rendimentos?

Em síntese, considero que o aumento do preço dos títulos de transporte colectivo é uma medida avulsa e sem o necessário contexto. E ainda por cima desincentiva a utilização dos transportes colectivos. Há muito para fazer neste sector. Mãos à obra! Se desses trabalhos resultar que alguns dos títulos necessitam de ser aumentados, então tudo bem. Mas comecemos pelas fundações e não pelos acabamentos!

Pedro Costa*

*Este texto representa somente a opinião do seu signatário

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nota de imprensa GEOTA reúne com Ministério da Economia


Lisboa, 8 de Agosto de 2011
Representantes do GEOTA reuniram, no passado dia 5 de Agosto, no Ministério da Economia e do Emprego, com o Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Os trabalhos centraram-se nas opções em matéria de mobilidade e energia em tempo de crise.
Rede ferroviária
O GEOTA defendeu a concretização da ferrovia em bitola europeia Poceirão-Caia, embora com algumas correcções importantes: (i) rever o projecto para linha mista de passageiros e mercadorias; (ii) garantir a futura inter-operabilidade com a rede europeia UIC em matéria de sinalização e electrificação; (iii) cancelar a linha paralela em bitola ibérica originalmente destinada a mercadorias; (iv) estender a linha até ao Pinhal Novo, o nó de passageiros mais próximo do Poceirão; (v) adquirir material circulante de bitola variável, permitindo que o comboio faça o percurso Lisboa-Madrid pela ponte 25 de Abril; (vi) estender a linha em bitola europeia aos portos de Sines e Setúbal.
Esta deve ser a primeira peça de uma rede ferroviária moderna em bitola europeia; seguindo-se, na medida das possibilidades financeiras do País, outras ligações estruturantes em bitola europeia, mistas (passageiros e mercadorias). Paralelamente, deve ser estudada a reconversão da rede ferroviária actual. A terceira travessia do Tejo, apenas ferroviária, virá a ser necessária mas não é urgente; o projecto deve ser completamente repensado, no contexto mais largo do nó ferroviário e da mobilidade multimodal na Área Metropolitana de Lisboa.
Ferrovia ligeira
O GEOTA defendeu a densificação das redes ferroviárias ligeiras, incluindo o Metro de Lisboa, o Metro Sul do Tejo, a rede de eléctricos rápidos de Lisboa, o Metro do Porto, entre outras — única forma de melhorar decisivamente as redes de transporte público, bem como reduzir a poluição e o congestionamento no centro das cidades.
Auto-estradas
O GEOTA defendeu a suspensão e reapreciação de todos os projectos de auto-estradas e vias rápidas projectados, aprovados ou em curso. Portugal tem uma rede de auto-estradas sumptuária, de que boa parte teria sido substituída com vantagem por ICs. Entre outros projectos a “chumbar”, no futuro próximo não deve ser feita mais nenhuma travessia rodoviária do Tejo em Lisboa.
Novo aeroporto de Lisboa
O GEOTA apresentou informação demonstrando que o aeroporto da Portela está longe da saturação e tem das melhores condições de operabilidade da Europa, não se justificando de forma alguma avançar nos próximos anos para um novo aeroporto de Lisboa. Justifica-se, sim, a remodelação da Portela, incluindo o prolongamento do taxiway e outras beneficiações no sentido de optimizar a segurança, capacidade e operações do aeroporto.
Política energética
O GEOTA defendeu uma política energética virada para a eficiência, seja ao nível das opções de infra-estruturas ou dos incentivos económicos. Os transportes públicos e alternativos devem ser apoiados, numa lógica multi-modal, mantendo tarifas sociais. Investimentos em uso eficiente da energia, pelas famílias ou empresas, devem ser apoiados através de benefícios fiscais. Devem acabar os subsídios à produção de energia (salvo projectos de demonstração em tecnologias emergentes) e ser reposta a transparência no mercado da energia, elevando os preços dos produtos energéticos para o seu custo real, de acordo com o princípio do utilizador-pagador. Projectos faraónicos como o programa nacional de barragens ou os subsídios ao carro eléctrico devem ser cancelados.
Contactos: João Joanaz de Melo, geota@geota.ptwww.geota.pt

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Obras Públicas: GEOTA defende ligação ferroviária Poceirão-Caia para passageiros e carga



Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
16:50 Sexta feira, 5 de Ago de 2011


Lisboa, 05 ago (Lusa) - "A criação de uma ligação ferroviária Poceirão-Caia, para passageiros e carga, a suspensão dos projetos de autoestradas e o cancelamento do plano nacional de barragens são algumas propostas que o GEOTA hoje apresentou ao governo.


"Este momento é uma oportunidade para parar com obras faraónicas e migrar para uma rede ferroviária moderna, com bitola europeia e sistema de sinalização europeia", disse à agência Lusa o presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), João Joanaz de Melo.


A ligação ferroviária mista, para passageiros e carga, Poceirão-Caia é considerada essencial para os ambientalistas que defendem a existência de extensões a Pinhal Novo, terminal de passageiros, e aos portos de Sines e Setúbal."

Ler mais: http://aeiou.visao.pt/obras-publicas-geota-defende-ligacao-ferroviaria-poceirao-caia-para-passageiros-e-carga=f616578#ixzz1UCHWhDEM