segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Jornadas Desafios para uma Economia de Baixo Carbono

a 27 de janeiro de 2016 no salão nobre da U.L.Porto

Atualmente existe um consenso alargado sobre a necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito estufa (gee), a nível mundial, em 50% até 2050, significando a redução em pelo menos de 80% das emissões de gee em todos os países industrializado.
É vital encontrar alternativas energéticas aos combustíveis fósseis, bem como adotar boas práticas na utilização eficiente e sustentável dos recursos existentes.
Neste contexto, surgem diversos desafios e oportunidades, em particular na orientação estratégica para os vários setores de atividade, no sentido de concretizar uma transição para uma economia competitiva e de baixo carbono.
Estas jornadas apresentam-se assim, como um fórum de discussão entre o universo académico e empresarial, privilegiando a permuta de experiências técnico-científicas, bem como a aquisição de novos conhecimentos, técnicas e tecnologias, tendo em vista a sustentabilidade na utilização dos recursos energéticos e a transição para uma economia de baixo carbono.
Consulte o cartaz e programa em pdf.
Acesso livre mas inscrição obrigatória.
Mais informações em http://loc.grupolusofona.pt.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Nova conquista na defesa das Leis Europeias de Proteção da Natureza - comunicado C6

Nova conquista na defesa das Leis Europeias
de Proteção da Natureza

29 dezembro 2015 - Uma conquista na defesa das Leis Europeias de Proteção da Natureza aconteceu durante a última reunião do Conselho de Ministros do Ambiente no passado dia 16 de Dezembro em Bruxelas. Os 28 ministros reiteraram o seu apoio à Estratégia de Biodiversidade, reconhecendo a importância chave das Diretivas de Aves e Habitats e da sua completa implementação para atingir as metas previstas nas Estratégia.
Após o anúncio da Comissão Europeia, no final de 2014, de abertura de um processo de avaliação profunda da eficácia das leis de proteção da natureza, conhecidas como Diretivas Aves e Habitats, as principais organizações não-governamentais de ambiente da UE - WWF, BirdLife, EEB e Friends of the Earth, lançaram a campanha SOS Natureza pela defesa destas leis. Em Portugal, dinamizaram a campanha os membros da coligação C6 - GEOTA, FAPAS, LPN, Quercus, SPEA e WWF[i]. A campanha resultou na maior participação, até hoje, numa consulta pública europeia, com mais de 500 mil pessoas a defenderem as Diretivas. Em novembro de 2015, o relatório de avaliação encomendado pela Comissão Europeia, evidencia a qualidade da legislação e a sua eficácia na proteção da vida selvagem e dos habitats naturais[ii]. Agora foi a vez dos ministros do ambiente, reunidos em Conselho da UE, apoiarem uma melhor implementação das Diretivas. No decorrer do processo de avaliação falta ainda o voto do Parlamento Europeu, que ocorrerá em fevereiro de 2016.
A coligação C6 congratula-se pela decisão e afirma-se convicta que a mobilização dos cidadãos pode sempre fazer a diferença e exigir aos decisores que tomem opções que protejam o Ambiente e a Natureza. Esperamos agora que tanto a nível comunitário como a nível nacional se tomem as medidas necessárias, sejam de gestão, sejam de investimento ou ainda de proteção jurídica efetiva, para implementar adequada e decididamente as Diretivas da Rede Natura.


LPN – Liga para a Protecção da Natureza | Tito Rosa  | tito.rosa@lpn.pt | www.lpn.pt
FAPAS | Paulo Santos | ptsantos@fapas.pt | www.fapas.pt
GEOTA | Helder Careto | geota@geota.pt | www.geota.pt
QUERCUS | Nuno Sequeira | nunosequeira@quercus.pt | www.quercus.pt
SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves | Luís Costa | luis.costa@spea.pt | www.spea.pt
WWF – Portugal | Ângela Morgado | amorgado@wwf.panda.org | www.wwf.pt


[i] http://goo.gl/Et9iS9
[ii] http://goo.gl/Go4kOv

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Marcha pela Justiça Climática

Marcha pela Justiça Climática
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12 de Dezembro, sábado, em Lisboa e no Porto
GEOTA adere e convida à participação

O ponto de encontro para os associados do GEOTA é no centro da Rotunda do Marquês de Pombal.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Marcha pelo Clima, 29 novembro, Lisboa

Marcha pelo Clima


O GEOTA decidiu aderir e apoiar a Marcha pelo Clima.


Convidamos os nossos associados e amigos a fazer o mesmo.


Este evento decorrerá simultaneamente em várias cidades do mundo inteiro, no dia 29 de novembro, tendo como objetivo enviar uma mensagem impactante, clara e coordenada a todos os responsáveis pela adoção de políticas económicas que respeitem os desafios colocados pelo aquecimento global, na véspera da abertura da conferência do clima em Paris (COP21)


Apelamos à participação com t-shirts ou s-shirts impressas com slogans promovendo práticas amigas do ambiente.


No link a seguir encontra algumas sugestões.  


Pode participar na marcha com materiais e cartazes da vossa autoria, relacionados com as alterações climáticas


Mais informações aqui.




Pode ajudar-nos na comunicação e difusão da Marcha Mundial do Clima nas redes sociais.



Aqui vai o link do evento no facebook.



Já estão inscritas milhares de pessoas e muitas organizações cívicas.



Obrigado por participar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

27º Aniversário da Associação PATO

27º Aniversário da Associação PATO
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Às 14h30 realiza-se a visita guiada pelos que todos os dias se dedicam a fazer o sítio mágico que é o Paul de Tornada.


Por favor confirmem a vossa presença até ao dia 22 de outubro, pelo emailgeota@geota.pt



Mais aqui
Local: Paul de Tornada
Data: 24 de Outubro de 2015
Organização: GEOTA /PATO

Visita gratuita para associados à Reserva Natural Local do Paul de Tornada

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Petição - Plataforma Defender o Bom Sucesso

O GEOTA divulga a seguinte petição, para quem a quiser subscrever:

O litoral Português está sob ameaça. Projetos imobiliários desproporcionados, a que foi atribuído o estatuto de projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), arrasaram primeiro e deixaram ao abandono quando o dinheiro acabou. Tais projetos mudaram para muito pior ­- e continuam a mudar ­- parte importante do que recebemos intacto das gerações anteriores. Agrupámos, por isso, os esforços de vários cidadãos preocupados e constituímos informalmente um grupo de pressão que designámos “Plataforma Defender o Bom Sucesso”.
A ameaça mais recente é o projeto “Falésia d'el Rey”, na freguesia do Vau, Concelho de Óbidos. Este projeto, tudo o indica, irá seguir o caminho de outros projetos de empreendimentos turísticos similares da região, que ou não foram concluídos ou se encontram em situação económica incerta, como são exemplo os projetos do Bom Sucesso Resort, Royal Óbidos e Pérola da Lagoa.
O local de implementação deste empreendimento é a faixa costeira a sul da Lagoa de Óbidos, mesmo em cima da arriba, cuja avaliação de impacto ambiental não entendemos como poderá ter resultado numa decisão Favorável, embora condicionada, mesmo sendo um projeto PIN.
Por exemplo, no que ao uso dos recursos hídricos diz respeito, a sustentabilidade ambiental do projeto não está garantida. Embora seja referido na Declaração de Impacto Ambiental que o promotor não deverá regar com água proveniente de furos, e que o mesmo tenha assegurado que recorrerá ao reaproveitamento das águas residuais para a rega do campo de golf, a realidade é que essa solução é inviável, visto as águas residuais teriam proveniência das habitações que as promotoras não irão construir por falta de verbas.
Para além da sensibilização da opinião pública para este problema, pretendemos levar este assunto a discussão em plenário da Assembleia da República, o que se consegue se reunirmos as assinaturas de um mínimo de 4000 cidadãos. Nesse sentido, lançamos no passado dia 21 de agosto uma petição, solicitando a revogação do estatuto de Projeto de Potencial Interesse Nacional atribuído ao Conjunto Turístico FALÉSIA D’EL REY e, consequentemente, da emissão do respetivo Alvará de Loteamento.
O impacto negativo do projeto acima referido e as ações da “Plataforma Defender o Bom Sucesso” têm merecido várias referências na imprensa, incluindo os artigos publicados na “Gazeta das Caldas” de 14 e de 21 de agosto, no “Diário de Notícias” de 29 de julho e no “Público” de 14 de agosto. O apoio público da QUERCUS às nossas pretensões, através da emissão de um comunicado de imprensa no dia 8 de Setembro, alertando para a destruição das dunas e floresta de proteção na orla costeira, despoletou notícias em muitos outros órgãos de comunicação social online. Estamos ainda organizar uma conferência de imprensa, em data a anunciar, para divulgação do que nos propomos atingir.

Dado que o acima referido se insere no âmbito de atuação da vossa ONG, solicitamos o vosso apoio, nomeadamente na sensibilização para o problema, na divulgação da petição e em outras ações que, em conjunto convosco, venhamos a considerar. Sublinhamos a nossa disponibilidade para uma reunião, a organizar brevemente, para discutirmos formas de potenciação da nossa atuação.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Plataforma Defender o Bom Sucesso


PS: Para mais informações, convidamo-los a visitar o nosso grupo no facebook (https://www.facebook.com/groups/defenderbomsucesso/); a versão “online” da petição que recentemente lançámos está disponível em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=DefenderBomSucesso.
 

ProTEJO - MANIFESTO EM DEFESA DE UM TEJO VIVO

MANIFESTO EM DEFESA DE UM TEJO VIVO

das Concentrações de Cidadania em Defesa do Tejo

Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo e seus afluentes

26 de setembro de 2015

A situação de todo o rio Tejo, e agora especialmente da sua cabeceira, é insustentável. Esta situação resulta de muitos anos de gestão irracional, liderados por pressões e interesses de outras bacias (como os dos utilizadores das águas do transvase Tejo-Segura), que somam um impacto exorbitante e injusto às pressões próprias de que a bacia do Tejo já padece: descargas de águas residuais da maior concentração humana e industrial da península, extrações de irrigação e abastecimento, as explorações hidroelétricas e nucleares, as extrações e descargas ilegais, a ocupação do domínio público hidráulico, a colonização de espécies invasoras, etc. No entanto, no Tejo a existência do Transvase Tejo-Segura condiciona toda a gestão do rio e impede que se tomem as medidas necessárias para inverter a sua deterioração e melhorar o seu estado. Esta gestão privou todos os cidadãos do Tejo e as suas povoações ribeirinhas de um património ecológico, social, cultural, paisagístico e económico de primeira ordem como é o Tejo e o resto dos rios desta bacia.

A água das barragens da cabeceira do Tejo deveria ser chave para garantir os usos no início do Tejo, e o seu bom estado ecológico. No entanto, as barragens de Entrepeñas e Buendia encontram-se atualmente abaixo de 14% da sua capacidade, enquanto na bacia do Segura as barragens se encontram a 44% da sua capacidade. Apesar deste contraste, nos últimos meses, o Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente continuou a aprovar transvases desde a cabeceira do Tejo (agora transformado no "Mar de Aral de Castilla") para a bacia do Segura, tendo-se transvasado 155 hm3 durante este ano hidrológico (1 de Outubro 2014 - 1 outubro 2015), e autorizando-se a venda de 9 hm3 adicionais de água por parte das comunidades de regantes de Estremera e a Poveda no Tejo a regantes do Segura.

O novo Plano Hidrológico do Tejo (período 2015-2021), cuja aprovação está prevista para dezembro de 2015, é o culminar desta gestão e planeamento irracional, que continua contemplando o Tejo e os seus afluentes como meros recipientes de água para vender, transvasar e usar. Este novo plano assume servilmente a perda de prioridade da bacia do Tejo e dos seus cidadãos para o transvase Tejo-Segura, apesar de ser reconhecida essa prioridade por lei. Também pressupõe que o Tejo e seus afluentes não vão ter regime de caudais ecológicos obrigatório até 2027 (na melhor das hipóteses), mantendo tanto os irrisórios caudais mínimos do plano de 98 e da legislação do transvase, aprovada sem estudos científicos que os sustentem e condenando o Tejo e seus afluentes ao longo de décadas. Não há Diretiva Quadro da Água para a bacia do Tejo, nem se aplica uma nova política europeia da água aos nossos rios, prisioneiros de uma gestão hídrica enraizada em postulados do século XIX.

Em protesto contra esta situação muitos grupos e comunidades, vilas e cidades da bacia do Tejo, em Espanha e Portugal, unidos na Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo e seus afluentes (www.redtajo.es) convocaram hoje, dia 26 de Setembro de 2015, concentrações em diversas localidades da bacia, para mostrar a sua indignação e exigir uma gestão desta bacia que contemple o valor ambiental e social do Tejo e seus afluentes e tenha como objetivo não deteriorá-lo ainda mais, protegê-los e recuperá-los como RIOS VIVOS para toda a cidadania.

Como consequência a cidadania da bacia do Tejo / Tajo manifesta:

• Rejeitamos a atual redação da proposta de Plano Hidrológico do Tejo para o período 2015-2021. Esta proposta dá continuidade à péssima gestão do rio expressa no plano de bacia atualmente em vigor (RD 270/2014 de 11 de Abril), que está em recurso pelos grupos da Rede junto dos tribunais espanhóis e denunciado perante a Comissão Europeia.

• Consideramos que o transvase Tejo-Segura é uma obra desatualizada, inviável no contexto das alterações climáticas em que as entradas de água na cabeceira do Tejo já diminuíram em 47%. O transvase não pode continuar sendo uma servidão perpétua para a bacia do Tejo. Na bacia do Segura há água de sobra para beber se se respeitar a prioridade de uso para abastecimento já que mais de 80% dos recursos são destinados à irrigação. Existe, além disso, uma ampla capacidade de geração de água com dessalinizadoras que foram em grande parte financiadas com fundos europeus. Se o preço da água dessalinizada é muito superior ao preço da água do transvase (que é fortemente subsidiado), e demasiado elevado para o agronegócio, este não é um problema que deva continuar a ser assumido pela bacia do Tejo, sendo que se devem encontrar canais políticos de resolução.

• O Plano Hidrológico do Tejo pendente aprovação considera o Transvase Tejo-Segura e a regulamentação derivada do Memorando do Tejo (primeiro as disposições finais da Lei de Impacto Ambiental e, na sequência do acórdão do Tribunal Constitucional, as da Lei 21/2015 de Montes) como um condicionante prévio ao processo de planeamento. Assim, o Plano contribui para que as necessidades da bacia do Tejo percam a prioridade que a lei lhes outorga sobre os possíveis transvases. Assim, distorce-se o processo de planeamento hidrológico no Tejo, que já não tem a capacidade para determinar os supostos excedentes de água transvasáveis nem o regime de caudais que devem circular pelos seus rios. Desta forma infringe-se a normativa europeia e estatal em matéria de proteção da água, planeamento hidrológico, avaliação ambiental, participação pública e proteção e gestão dos habitats naturais e das espécies dependentes da água.

• Denunciamos a situação do rio Tejo na Estremadura, um rio artificializado que perdeu a sua dinâmica natural por estar submetido a um forte aproveitamento hidroeléctrico e à gestão da central nuclear de Almaraz. Isto traduz-se na chegada a Portugla de caudais muito limitados - acordados na Convenção de Albufeira e turbinados segundo a conveniência hidroeléctrica - e contaminados, que são lesivos para o Tejo em Portugal.

Por tudo isto, as cidades, povoações e movimentos de cidadania de quatro Comunidades Autónomas (Madrid, Castilla-La Mancha, Castilla y León, e Extremadura) e dois países, Espanha e Portugal, unimo-nos para defender conjuntamente o rio Tejo e a sua bacia, e exigimos:

O estabelecimento no Tejo, e TODOS os rios da bacia, de um regime obrigatório de caudais ecológicos real que permita recuperá-los como Rios Vivos e ambientalmente saudáveis para todos os cidadãos, mantendo ao mesmo tempo o importante papel ecológico, cultural, paisagístico, económico e social que desempenham. Especificamente, exigimos o estabelecimento de um caudal mínimo ecológico no rio Tejo de, pelo menos, 11,74 m3 / s em Aranjuez, 23 m3 / s em Toledo e 27,82 m3 / s em Talavera de la Reina, com uma variação temporal semelhante à do regime natural.

O encerramento do transvase Tejo-Segura cuja permanência e novo regime de exploração (referido na regulamentação derivada do Memorando) não permite a recuperação do rio Tejo. Enquanto isso, exigimos a imediata paralisação da atual campanha de transvases e a recuperação dos volumes de água da cabeceira do Tejo até níveis que garantam as necessidades sociais e ambientais das povoações ribeirinhas.

Melhorar o tratamento de águas residuais em toda a bacia do Tejo, e, muito especialmente, as da Comunidade de Madrid que chegam à parte central do Tejo através do rio Jarama, a jusante de Aranjuez.

Exigir uma exploração hidroeléctrica na Estremadura que permita a chegada a Portugal de um regime de caudais ambientais em Cedilho e que se reduza e elimine a contaminação de todo o tipo no rio Tejo, incluindo a radioativa.

Melhorar a gestão do rio na parte portuguesa da bacia e exigir ao governo português um controlo efetivo sobre a poluição da agricultura, indústria, suinicultura, águas residuais urbanas e outras descargas de efluentes não tratados, e o estabelecimento de regimes de caudais ecológicos reais e efetivos nos rios portugueses da bacia do Tejo.

Bacia do Tejo/ Tajo, 16 de Setembro de 2015


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Publicada por ProTEJO - Movimento pelo TEJO às proTEJO - Movimento Pelo TEJO a 9/23/2015 08:00:00 da manhã

terça-feira, 28 de julho de 2015

Esta não é a minha praia!


Já reparou no lixo que está à sua volta?

Quando for à praia, fique atento e registe o lixo marinho que encontra: o grande, o pequeno e o pequenino…
Fotografe e envie* as suas fotos para ap.lixomarinho@gmail.com e para coastwatchnacional@gmail.com  podendo pubicar na página do evento no Facebook sempre com a indicação do local, data e nome.

Ajude-nos a criar um registo do lixo marinho que aparece nas praias portuguesas este verão!

Quando for possível, sugerimos que recolha o lixo e o coloque num contentor próximo. Ajude-nos a limpar as praias e a sensibilizar as pessoas à sua volta!

Esta campanha conta com o apoio da APA, ABAE, Brigada do Mar, CIMA, Docapesca, Ecozoic, FCT-UNL, GEOTA, LPN, Município de Alcobaça, Museu do Mar Rei D. Carlos - Cascais, OMA, Quercus, Sciaena, SPEA e Tara Recuperável. 

 * Ao submeter a sua foto está a ceder à APLM licença de uso livre (royalty-free license).”


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Lagoa Pequena: um exemplo da aplicação das leis que protegem a Natureza

Locais como este apenas existem porque as diretivas europeias das aves e habitas protegeram estes paraísos  

16 julho de 2015 - A Lagoa Pequena em Sesimbra, é um local privilegiado de convívio com a Natureza, que faz parte da Rede Natura 2000 e possui espécies emblemáticas como o camão, a garça-vemelha, a lontra, ou a rara planta ameaçada Armeria rouyana. 

Este hotspot de biodiversidade dispõe de infraestruturas pensadas para a observação de aves, caminhadas curtas e piqueniques. É um local fechado, mas que mediante um bilhete com um preço simbólico, permite ao visitante passear e usufruir do convívio com a Natureza. Existem também os percursos pré-definidos “Garças e “Camão”. Recentemente, uma ação de voluntariado da IBM Portugal reabilitou as infraestruturas, tornando o local ainda mais aprazível. 

Mas locais como este estão em risco. A Comissão Europeia quer alterar as leis que protegem a Natureza. O que vai mudar ao certo ninguém sabe, mas sob o pretexto da crise económica sabemos que as alterações não serão favoráveis ao ambiente. O pretexto da atual conjuntura económica poderá fazer com o estado da Natureza a médio prazo na UE seja dramaticamente afetado. Estas leis são vitais à conservação da Natureza e sem elas o ambiente deixará de ser como o conhecemos. 

A Lagoa de Albufeira, é constituída por três lagoas: a Grande, a pequena e a da Estacada e faz parte do concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo. Rodeada por um pinhal, esta Lagoa é alimentada pela água doce das ribeiras da Apostiça, Ferraria e Aiana e pela água salgada do mar, quando o cordão dunar é aberto, normalmente à sexta-feira santa, ou perto da Páscoa. 

Reserva Ecológica Nacional desde 1987, é uma zona de protecção ambiental e por isso tem vindo a crescer como habitat de várias espécies, como aves, mamíferos e anfíbios, sendo hoje um ponto de Birdwatching com uma procura significativa. A lagoa Pequena e a lagoa da Estacada são classificadas como Zona de Protecção Especial (ZPE), Sitio de Interesse Comunitário e Sítio Ramsar. 

Tem ainda excelentes condições para a prática de vela, windsurf, kitesurf e canoagem. A zona do mar é também muito procurada na época balnear como praia e para a prática de surf e bodyboard. 

“A zona da ZPE é uma zona essencial a toda a Lagoa e a sua importância vai desde ser parte do ecossistema, passando pela sensibilização ambiental que faz chegar às pessoas até aos benefícios económicos que trás a todos nós, que vivemos e trabalhamos nela” diz Rui Meira, proprietário da Escola Meira Pro Center, “é demasiado óbvio o interesse que um local privilegiado destes pode trazer ao nosso concelho, sem esquecer que está a poucos kms de Lisboa”. 

Atualmente encontra-se a decorrer uma consulta pública na Europa para saber o que os cidadãos pensam em relação às leis que protegem o ambiente e locais como este. Atualmente já se ultrapassou o record de assinaturas já alguma vez atingido numa consulta pública na Europa. Mas são ainda precisas mais vozes para se juntar às mais de 370 mil atuais! 

De acordo com a Coligação “a Lagoa Pequena é um caso de sucesso em Portugal, de um local protegido que atrai centenas de visitantes todos os anos, onde se realizam visitas de estudo das escolas da região e que contribui para a economia local. Se queremos que estes locais continuem a existir precisamos de ter leis fortes que protejam a natureza. Sem elas os locais como este e outros paraísos no nosso país já não existiriam, destruídos por projectos muitas vezes desadequados e sem valor para as populações. Se queremos que estes locais continuem a existir para as gerações futuras, temos que nos juntar e lutar pela defesa das directivas Aves e Habitats. “ 

Esta iniciativa é promovida pela Coligação C6, plataforma de ONGs de Ambiente portuguesas, que dinamiza em Portugal a campanha SOS Natureza.

A consulta estará online até 24 de julho e os cidadãos podem continuar a participar em www.naturealert.eu. Assista também ao spot que promove a campanha com a voz do Eduardo Rego, conhecido por dar voz aos documentários da BBC Vida Selvagem em Portugal, e que teve o apoio do Loving the Planet em https://vimeo.com/127821858. 

Junte-se às vozes que protegem a Natureza. São só dois cliques!

terça-feira, 30 de junho de 2015

6.º aniversário da Reserva Natural Local do Paul de Tornada


Realiza-se  no dia 2 de Julho de 2015, entre as 16h15 e as 19h30, no Centro Cultural de Congressos de Caldas da Rainha.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Lembrete! 27 de Junho - Seminário da Rede DLBC Lisboa


Relembra-mos que faltam apenas dois dias para Seminário "Como desenvolver uma Estratégia de Desenvolvimento Local para a cidade de Lisboa", que terá lugar no dia 27 de Junho, no Fórum Lisboa, na Avenida de Roma, n.º 14.

Em cima encontra-se o programa mais actualizado, com o nome dos convidados pela Rede DLBC Lisboa para integrarem as várias rúbricas do Programa.

As inscrições ainda estão abertas até amanhã às 14 horas! INSCREVA-SE
Esperamos vê-los todos em breve, contamos com a vossa participação!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Encíclica Laudato Si

No dia 18 de Junho foi publicada a  Encíclica  "Laudato si' - Sobre o cuidado da casa comum", tendo havido reações de apoio de muitas instituições estados e individualidades e cidadãos.

Pela importância política que esta encíclica “verde”, revela, numa altura em que o planeta enfrenta uma das mais sérias crises ambientais, sócias e económicas sugerimos a sua leitura bem como o visionamento de um vídeo da BBC que apresenta a conclusão de um estudo por três universidades americanas Stanford, Princeton e Berkeley que conclui que o planeta terra já entrou num novo período de extinção massiva de espécies e que os humanos podem estar entre as primeiras baixas.
Esta encíclica do Papa Francisco, dirige-se não só aos cristãos, mas «a cada pessoa que habita neste planeta» e invoca a «solidariedade universal» para «unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral».
A encíclica é um documento muito bem organizado, em seis capítulos e 246 parágrafos, partindo de uma avaliação do estado do planeta em relação às alterações climáticas e ao ambiente, faz uma reflexão sobre as causas, lança desafios e define linhas de ação, como seria de esperar de um Papa com o perfil de Francisco.
O Papa expressa na encíclica, a urgente necessidade de agir para uma resposta à degradação ambiental e alterações climáticas que não pode ser definida apenas pela ciência, tecnologia ou pela economia pois é também um imperativo moral.
Saiba mais em: http://www.geota.pt/scid/geotaWebPage//defaultArticleViewOne.asp?categoryID=720&articleID=2409

quarta-feira, 17 de junho de 2015

SEMINÁRIO “O Território Marítimo Português: Direito do Mar e Gestão Sustentável”


O Seminário visa a participação de todos os interessados no meio marinho, desde responsáveis pela tutela, investigadores, empresários e profissionais do mar até aos praticantes de atividades de recreio no mar e tem os seguintes objetivos principais:

1- Caracterizar e debater os instrumentos de jurisdição marinha: esclarecer qual a jurisdição portuguesa ao nível marinho, no que diz respeito a recursos vivos, coluna de água e fundos marinhos e quais as entidades que exercem essa jurisdição.

2- Apresentar os instrumentos de conservação e gestão sustentável do meio marinho em Portugal (Continente, Açores, Madeira, Plataforma Continental Estendida). Debater o estado da sua implementação, i.e. quais as medidas de gestão, monitorização e fiscalização implementadas e quais os procedimentos que estão a ser desenvolvidos com vista à eficiência de implementação.

3- Identificar e analisar os principais desafios de gestão sustentável do meio marinho e discussão de meios e métodos necessários para a sua resolução.

 Inscrição é gratuita mas obrigatória.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Conferência Ciência Viva



No próximo dia 25 de Junho, às 19h30, terá lugar mais uma conferência Ciência Viva no auditório do Pavilhão do Conhecimento: conferências mensais, sempre na última quinta-feira de cada mês, em que investigadores portugueses e estrangeiros de reconhecido mérito debatem com o público tópicos actuais de Ciência e Tecnologia.

Mais informações e inscrições estão disponíveis no site do evento.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Campanha SOS Natureza bate recorde de respostas numa consulta pública da UE



A campanha SOS Natureza, dinamizada pela Coligação C6 em Portugal, acaba de atingir o maior número de pessoas envolvidas que uma consulta pública da União Europeia alguma vez alcançou. Desde que a campanha foi lançada, mais de 260 mil cidadãos exigiram à UE que continue a proteger a natureza. Fizeram-no através do site www.naturealert.eu.

Esta é a prova que os europeus querem ver a natureza protegida e não querem que a Comissão Europeia e os governos nacionais comprometam ou alterem as leis que são para o benefício de todos.

A campanha SOS Natureza junta mais de 90 ONG ambientais de toda a Europa e pretende salvar a Natureza apelando aos cidadãos europeus para se manifestarem contra o enfraquecimento das leis que a protegem. Em Portugal, a Coligação de ONG ambientais C6, que inclui a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), a QUERCUS, a WWF – Portugal, o GEOTA e o FAPAS são os motores deste movimento, que pretende incentivar os cidadãos a expressar uma opinião clara a favor da conservação da natureza e contra a alteração das diretivas Aves e Habitats. 

Relembra-se que a Comissão Europeia quer “flexibilizar” as leis que protegem a Natureza. O que vai mudar ao certo ninguém sabe, mas sob o pretexto da crise económica não se preveem alterações favoráveis ao ambiente. Para avaliar a sua eficácia, a Comissão Europeia lançou uma consulta pública que pretende recolher opiniões acerca da legislação que regula a conservação da Natureza (as Diretivas Aves e Habitats).

No site www.naturealert.eu, em 2 cliques os cidadãos estão a enviar uma mensagem clara à CE, a dizer que não querem que as leis de Proteção da Natureza sejam alteradas! Estas leis são vitais à conservação da Natureza e sem elas o ambiente deixará de ser como o conhecemos.

Luís Costa, Diretor Executivo da SPEA e porta-voz da Coligação C6 neste tema, comenta que “é uma notícia fantástica que os cidadãos da UE tenham respondido de imediato ao nosso apelo para proteger a natureza em números tão significativos. Isto mostra que as pessoas se preocupam com a natureza e querem que a UE continue a proteger as nossas plantas e animais e os espaços naturais. Esta é uma mensagem importante para o Presidente Juncker e para a sua equipa, que o Ambiente é uma grande prioridade para os europeus e que eles não vão deixar que esta seja prejudicada. Acreditamos que é apenas o início e que, muitas mais pessoas vão mostrar o seu apoio a esta causa durante as próximas semanas “.

O Reino Unido está atualmente a liderar os países com o maior número de cidadãos que responderam à campanha, seguido pela Alemanha, Bélgica e Holanda.

A campanha está ativa em todos os 28 países da UE com mais de 200 ONG participantes.

Em Portugal a campanha conta atualmente apenas com 1400 participantes, por isso ainda há um longo caminho a percorrer. http://local.pt/portugal/campanha-sos-natureza-bate-recorde-de-respostas-numa-consulta-publica-da-ue/

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Comunicado de Imprensa

 Dia Mundial do Ambiente

A celebração do Dia Mundial do Ambiente teve início em 5 de Junho de 1972, o dia em que teve início a Conferências das Nações Unidas sobre o Ambiente. Este ano o tema é “Sete mil milhões de Sonhos. Um Planete. Consumir com cuidado.”

O bem-estar da humanidade, o ambiente e o funcionamento da economia, dependem da gestão responsável dos recursos naturais do planeta. Mas as pessoas estão a consumir os recursos naturais a um ritmo mais elevado do que o planeta pode fornecer de forma sustentável. 

Muitos dos ecossistemas da Terra estão a aproximar-se de pontos de inflexão críticos: disponibilidade da água, degradação do solo, poluição do ar e água com tóxicos persistentes, esgotamento de minerais essenciais escassos, destruição de biodiversidade. Estamos em rota de colisão com o esgotamento de recursos e a arriscar rupturas e catástrofes; o número crescente de danos pessoais e materiais associados às alterações climáticas é um sinal de alarme gritante. Esta tendência é impulsionada pelo crescimento populacional e pela procura de crescimento económico. Em 2050, se consumo e a produção atuais permanecerem os mesmos e com uma população em crescimento que deverá atingir 9,6 mil milhões de pessoas, precisaremos de três planetas para sustentar os nossos padrões de consumo. 

Apesar da evidência anterior de uma iminente crise ecológica que será mais grave e mais onerosa para os Estados do que a crise económica e social que atravessamos, nunca tanto quanto agora, se assiste a uma tentativa de retrocesso nas políticas ambientais e de sustentabilidade, sob a justificação de que o ambiente deve ficar para segundo lugar, dando primazia à recuperação económica. 

Na realidade viver de forma sustentável é fazer mais e melhor com menos. A eficiência económica e a equidade social estão intimamente ligadas à boa gestão de recursos, em especial aos recursos naturais. 

No balanço de um ano de política de Ambiente em Portugal temos aspetos positivos e negativos.

Positivos: 
  • Os cidadãos continuam a manter viva a sociedade civil na proteção ambiental, organizando-se em torno de causas e plataformas. É o caso da PST - Plataforma Salvar o Tua, PONG Pesca – Plataforma de Organizações Não Governamentais Portuguesas sobre a Pesca, a PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, a PALP - Plataforma Algarve Livre de Petróleo, a C6 – Plataforma de ONGA para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade e Plataforma em Defesa das Árvores.
  • O Governo, através do MAOTE, lançou várias iniciativas pertinentes na esfera ambiental, sendo de destacar o Coligação para o Crescimento Verde, um processo participado e envolvente de muitos atores de vários setores da sociedade que debateu assuntos importantes; embora atté agora apenas tenha produzido um Compromisso pouco ambicioso e de fraco alcance, que não mereceu a subscrição do GEOTA e de outras organizações intervenientes. Foram lançadas as bases para a Reforma Fiscal Verde — uma iniciativa meritória que o GEOTA reclama há 17 anos e aplaudiu, mas que produziu até agora escassos resultados. Com pompa foi lançada também a marca “natural.pt” para Marca nacional ligada às áreas protegidas e aos valores a estas associados. A demolição de casas ilegais nas ilhas barreira da Ria Formosa foi um aspeto positivo em que se conseguiu afrontar os interesses de poucos no benefício de todos. Também positiva, embora tímida, a promoção do auto-produtor fotovoltaico.
  • O Crescimento Azul poderá ser importante para Portugal e para a humanidade mas deve ser também “VERDE” pois temos que ter em conta que qualquer atividade que se desenvolva nos oceanos deve ter as devidas salvaguardas ambientais perante as ameaças emergentes e eminentes. 

 Negativos:
  • Na Europa, a pretexto da recuperação económica e ou da simplificação, quer a constituição da nova Comissão Europeia, quer a escolha dos novos responsáveis, quer toda a narrativa conhecida apontam, claramente para uma regressão em matéria de defesa do ambiente, designadamente na redefinição das regras comunitárias relativas à Rede Natura 2000, na marcha atrás em matéria de reforma fiscal, na promoção cega de projectos potencialmente danosos com a miragem do crescimento a qualquer preço. Ou seja, não se aprendeu nada com a crise.
  • Em Portugal, o discurso é de ambivalência. Enquanto se promovem iniciativas que pretendem dinamizar uma economia mais verde, desinveste-se na gestão das instituições com fortes responsabilidades de proteção e gestão dos valores naturais protegidos, como o ICNF ou a APA, praticamente inoperantes; criam-se oportunidades para amnistiar os que não cumpriram a lei em áreas protegidas ou desregulamenta-se o ordenamento de território, sem cuidar de, simultaneamente, investir na prevenção e na capacidade efectiva de penalizar com eficácia os prevaricadores; atrasa-se a revisão da Lei da Caça e emite-se um calendário venatório laxista.
  • Na Rede Natura 2000 - tantas vezes, injustamente, acusada como uma rede de constrangimentos ao desenvolvimento e onde quase não se faz investimento em matéria de gestão dos valores naturais endógenos, ou de aproveitamento inteligente desses valores - vão-se criando condições não apenas para a degradação dos ecossistemas, muitos protegidos, alguns únicos e irrepetíveis. As joias da coroa que sustentaram a criação da marca “natural.pt” estão ao abandono. A política de conservação da natureza não tem recursos para atuar nem fiscalizar.
  • No mar, está em discussão no Conselho de Ministros Europeus da Pesca o novo Regulamento da UE das pescas de profundidade no Atlântico Nordeste. Portugal deveria defender medidas que reflitam os passos positivos tomados a nível nacional, as práticas sustentáveis dos pescadores portugueses e a necessidade de proteger alguns dos ecossistemas mais vulneráveis das águas e fundos marinhos portugueses e mais além.
  • Na interface energia-água, os programas eleitorais dos principais partidos políticos com assento na Assembleia da República continuam a apostar na finalização do Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico, um programa catastrófico e inútil para a economia e o ambiente ao nível nacional. Este é um dos paradigmas do divórcio entre a prática política dos interesses instalados e o interesse público no desenvolvimento sustentável. Tarda o Plano Nacional da Água, e avancem a ritmo lento os planos de bacia.

  • Nos Solos, continua a faltar a implementação de uma estratégia nacional para os solos contaminados. A Política Agrícola Comum continua a ser feita para os países do Centro e Norte da Europa e pouco contempla de conservação da natureza. O Combate à Desertificação continua a ser apenas feito por comissões de peritos sem políticas concretas.
  • No Ar, continuamos a verificar níveis preocupantes de contaminantes e de má qualidade do ar nas principais cidades, associado principalmente às emissões do trafego rodoviário e de alguma indústria. 

  • No sector da energia e transportes, a tendência dominante é claramente negativa: mantém-se o essencial dos subsídios perversos, incluindo as rendas elétricas e das ex-SCUT, em benefício das oligarquias da energia, betão e alcatrão. Está em vias de ser destruído o pouco que resta da nossa cultura ferroviária, e está a ser desmantelado o sistema de transportes públicos, com degradação a olhos vistos do nível de serviço e dos impactes ambientais. O investimento em eficiência energética é marginal em todos os sectores, em benefício de projetos megalómanos, danosos e inúteis, como o já referido PNBEPH, o apoio à prospeção de petróleo, o excesso de interligações Portugal-Espanha ou o excesso de apoio ao carro elétrico mascarado de verde.
  • Em termos de Ruído, há ainda muito a fazer na melhoria do ambiente sonoro, especialmente nos centros urbanos, começando pelos serviços públicos de saneamento, pelos transportes públicos, pelos estabelecimentos comerciais e pela informação e sensibilização.
  • O retrocesso na Educação Ambiental, nunca recuperado desde a extinção do IPAMB. A EA passou a ficar entregue às ONGA (que, sem financiamentos específicos pouco podem fazer), às Escolas (que abrangem apenas uma parte do público relevante nestas matérias) e às autarquias (a maior parte não têm profissionais competentes para o efeito, pelo que se limitam a fazer atividades lúdicas sobre ambiente, que podem ser meritórias, mas de EA têm muito pouco). Em 2014 a (nova) Lei de Bases do Ambiente provoca a segunda fase de extinção da EA, banindo-a definitivamente das preocupações dos Governos. Assim, não podemos esperar que os cidadão compreendam e se envolvam efetivamente na salvaguarda ambiental, por mais Verdes ou Azuis que sejam os projetos e as políticas. Sem Educação, só nos restará a Repressão (leis, taxas, coimas).


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Commission must tackle fossil fuel subsidies

The European Commission must produce an effective framework to tackle fossil fuel subsidies, writes James Nix.

James Nix is Director of Green Budget Europe, an expert platform on environmental fiscal reform.
There is a growing global awareness of the real cost of fossil fuels. Last week, the International Monetary Fund (IMF) estimated that global fossil fuels subsidies will reach $5.3 trillion in 2015 (6.5% of the global GDP).
The IMF study shows coal and oil to be the most heavily subsidised energy sources. In addition to encouraging CO2 emissions, these subsidies raise air pollution, which inevitably leads to poor health and premature deaths. The number of premature deaths from air pollution in the EU stands around 450,000 annually, running to tens of thousands per year in larger member states.
At least until very recently, the European Commission had been to the fore in addressing fossil fuel subsidies while also urging other governments to tackle fossil fuel subsidies.
(...)

Pong Pesca no Blue Business Forum

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A PONG-Pesca irá participar no Blue Business Forum, evento inserido naBlue Week, que irá decorrer na próxima semana, na FIL.
Consultem a página oficial do evento para mais informações: http://bluebusinessforum.fil.pt/
Teremos um stand permanente, em local a definir, onde poderão obter informações e ver apresentações  sobre a Plataforma e as 8 ONG que a constituem.
A entrada é livre. Apareçam!!!
Para além disso, iremos organizar um evento:
“Can Blue Growth be also green?”
Espaço Gulbenkian Oceanos
dia 4 (5ª feira) às 17h
Será uma tertúlia de uma hora, onde 3-5 oradores irão discutir o papel das ONG de ambiente no Crescimento Azul.
O GEOTA integra a Pong Pesca